3° Capítulo - O
Resultado
Mari POV'S
Por algum motivo, que
sinceramente não sei qual, estávamos todas ali no meu quarto. Brincando e
assistindo supernatural, ás 6 da manhã.
Mas vocês acordaram cedo para
assistir série? Não, nós nem dormimos.
Efeito do café que tomamos —motivo pelo não sei qual novamente— ontem de madrugada.
Mas algumas de nós estávamos cansadas,
pensamos em faltar, mas tinha o resultado da banda que queríamos saber.
Rapidamente cada uma foi se
arrumando, e quando faltava uns dez minutos para a aula, saímos do quarto.
Quando chegamos fomos
diretamente para sala. Senti olhares sobre mim, e sabia quem era. Era Isaac.
O que mais me deixava com
raiva, era que ele nem lembrava direito de mim. Para ser mais direta, ele não
lembrava de quem eu foi.
Nós erámos melhores amigos, e
vivíamos grudados, mas isso quando a gente ainda era uma criança.
Mas um dia aconteceu um
acidente de carro, e Isaac foi gravemente ferido. E quando voltou do hospital,
ele não se lembrava mais de mim.
Para mim ele era mais que um
amigo, eu gostava dele, sentimentalmente. Até hoje tenho esse sentimento, mas
consigo esconder.
Porém, por uma boa
conspiração da vida, estamos no mesmo grupo de amigos novamente.
E ele está aqui, na minha
frente ...
Me pedindo um lápis emprestado.
— Toma. — Peguei um que nem sabia que tinha na bolsinha.
— Valeu. — Disse ele sorrindo e voltando para sua mesa.
Me virei para Juh, que
sentava atrás de mim. Ela estava conversando com alguém no celular e fazendo
uma careta. Em seguida ela olhou para o outro lado e mostrou o dedo do meio
para alguém. Segui o olhar e vi Mark contendo uma gargalhada, também com o
celular na mão.
— O que ele fez? — Perguntei.
— Mandou uma lista das músicas que ele
acha que vai tocar no recreio. — Disse ela negando com
a cabeça — Como se eu fosse
perder. Ele vai ver só.
Dei uma olhada nas músicas e
comecei a rir. Havia Malandramente como primeiro, Bumbum granada, Os Muleque é
Liso e Bonde da Limonada.
— Juh por favor, ganha esse negócio. — Comecei a rir novamente.
— Eu vou ganhar. — Disse ela confiante.
O professor de história
entrou na sala e passou um trabalho em grupo ... que ele iria escolher.
Os grupos ficaram divididos em:
Grupo 1: Scott, Jess, Mily, Celina e Miles.
Grupo 2: Manson, Kai, Max, Alice e Rhay.
Grupo 3: Gabi, Mari, Kahal, Isaac e Thomas.
Grupo 4: Mark, Bryan, Bruna, Juh e Ana.
Fiquei feliz por ter
conseguido ficar no mesmo grupo que Gabi e Thomas, pois tinha intimidade com
eles e os dois são inteligentes. Tentei conter um pouco meu nervosismo perto de
Isaac.
— Você pode ir na biblioteca da escola hoje
pra fazer o trabalho, Kahal? — Perguntou Thomas.
Nós havíamos decidido começar
o trabalho na biblioteca.
Kahal parecia estar bastante distraído,
e só com a pergunta ele voltou a realidade.
— Posso, que horas vai ser? — Ele perguntou.
Me arrepiei um pouco, eu
achava Kahal bonito pois ele era diferente. Tem os cabelos coloridos nas cores
verde água e roxo nas pontas, olhos azuis e algumas sardinhas no rosto. Mas eu
nunca havia ouvido a voz dele atualmente, só quando criança.
Acho que Gabi sentiu o mesmo,
pois estava com uma expressão tipo ''caralho''.
Nós combinamos de começar o
trabalho as 14:30.
Mais duas aulas passaram em sequência,
mas na terceira, o professor havia faltado é nos mandaram ir para o pátio fazer
algumas atividades.
Me sentei na mesma mesa que
Mark, Isaac e Rhay.
Logo, uma coordenadora muito
chata que havia entrado recentemente começou a nos vigiar.
— Ê doido, a mulher quer ver o que você tá fazendo até no banheiro. —
comentou Isaac, rindo.
Nós olhamos para o banheiro
feminino e a vimos falando com uma aluna.
— Ela vai chegar assim, em cima da porta e vai dizer ‘’Tá cagando
direito?’’. — disse Mark.
— ‘’É melhor dar a descarga certo ein’’. — disse Isaac.
— ‘’Tem que limpar a bunda direitinho também ein’’. — disse Mark
enquanto ríamos.
— ‘’Tem que limpar de baixo pra cima’’.
Ficamos rindo e conversando
sobre outras coisas, pois o professor não tinha explicado a matéria.
— Aí, meu nariz está queimando por dentro. — disse Rhay, que
ultimamente havia pegado uma gripe meio leve.
— Eu falei pra tu não cheirar giz, mas você não me ouviu. — disse Isaac
num tom brincalhão.
— É pow, ela cheirou a caixa inteira. — disse Mark.
— Ela chegou até cheirar Tang.
— É, chegou assim ‘’ô Mãe, vou fazer um suco aqui’’ e cheirou os
negócio tudo.
— Quando a mãe dela chegou e perguntou cadê os Tang, ela disse que
fez suco mais cheirou tudo.
Continuamos rindo da
zueira dos dois. Em seguida, duas garotas que andavam com Jess vieram na nossa
mesa e começaram a conversar com Mark e Isaac. Uma delas, passavam nervosamente
a mão sobre o cabelo de Isaac e falavam que ele era bonito e tals.
— Saí doido, vocês é injuada de mais ein. — reclamou Isaac.
— Ô Mark, tu não fica com ciúme dessas meninas com o Isaac não? — Rhay
perguntou.
— Não pow, eu é que pego. Não tem? Eu que pego. — disse ele abrindo os
braços — Essas daí não pegam ninguém.
Nós rimos e finalmente o intervalo
chegou. A maioria das pessoas que fizeram a audição, foram correndo ao pátio
para ver os resultados no mural.
Eu estava bastante curiosa,
mas tinha muita gente. Resolvi descer e esperar a multidão se afastar.
Percebi que algumas meninas
se lamentavam por não ter conseguido passar, principalmente a Jess, que estava
literalmente furiosa. Mó azar de quem não consegue perder uma vez na vida.
— Conseguiu ver? — Perguntou Isaac.
— Não. Vou esperar mais um pouco.
Do nada Juh surgiu com um
sorriso enorme no rosto.
— PASSEI! SEM FUNK NO RECREIO! — Disse ela gritando, e como pelo visto, alterada.
— Parabéns! — Falei abraçando.
— Parabéns também! — Falou Juh, ainda rindo.
— Que?
— Ué, você não foi ver?
— Não, estava lotado.
— Ata, você também passou. — Disse ela.
...
— Pera, que? — Perguntei.
Eu fiz o teste sim, mas não
imaginava que eu conseguiria ganhar uma das cinco vagas entre as 90 meninas que
também fizeram a audição.
Sem demora, fui olhar o
mural para conferir. Eu apenas não estava conseguindo acreditar. Juh e Isaac me
acompanharam.
Cheguei empurrando todo
mundo, ignorando as reclamações.
Ganhadores das audições 2016.
Banda Feminina:
Vocal: Gabrielle Butterfield
Vocal: Juliana Nanahara
Vocal e visual: Marina Hawkins
Rapper: Rhayne Villena
Vocal principal: Tainá Conley (Líder)
Banda Masculina:
Rapper principal: Mark Nakamura
Rapper: Max Dumbrell
Rapper: Kahal Rabello
Vocal principal: Thomas Singer (Líder)
Vocal e visual: Miles Scherer
Vocal: Isaac Dumbrell
Vocal: Kainandro Giornandelli
— Ô Juh, o Mark também passou. — Falei.
— Como é que é?
Ela também empurrou algumas
pessoas.
— Como vai ficar a aposta?
— Bom, nós dois ganhamos. Acho que nem vai
ter.
— Caramba, eu passei. — Disse Max por perto.
Nós rimos.
— Tá todo mundo besta com isso. — Comentou Gabi.
— Não dá pra acreditar. — Disse Isaac.
— Eu vou comemorar colocando Tá Tranquilo
Tá Favorável! — Gritou Mark.
— Não! — Gritou uma multidão de gente.
— Calma gente, tava brincando.
Rimos.
Com uma certa implicância,
Juh e Mark voltaram a rádio, em seguida começou a tocar Bored To Death de
blink-182.
Virei para falar algo com Isaac mas algo me chamou a atenção, Max
estava olhando para alguém lá fora. Segui o olhar e vi Jess que passava os
braços nos ombros do capitão do time de futebol da escola, Manson. A maioria já
desconfiava que os dois estavam flertando mesmo Jess estando em um
relacionamento com Max.
Ele deu um longo suspiro e
saiu.
— Não é da minha conta, mas acho que seu irmão deveria terminar com a
Jess. — Falei me dirigindo a Isaac.
Isaac concordou assentindo.
— Também acho isso, não quero que ele fique sofrendo por alguém que
não o corresponde. — Ele disse sério.
— Já faz muito tempo que isso está assim?
— Sim, uns seis ou sete meses.
— Nossa. Porque ele não terminou já? — Perguntei.
— Acho que ele estava dando chances a ela, mas provavelmente já se
esgotou.
Max agora estava conversando
com Thomas, e os dois mostravam expressões sérias.
— Mari, as vezes eu tenho a impressão que já te conheci antes. — Disse
Isaac eu meu lado se aproximando.
Gelei. Ele agora me olhava
sério e nos olhos. Por um momento parecia que o velho Isaac me encarava,
trazendo meus sentimentos à tona.
— Hã, impressão sua. — Falei quase gaguejando.
— Certeza?
— Sim sim, muita certeza.
Ele deu um riso fraco.
— Eu vou ali na Rhay. — Falei e saí apressadamente.
Eu andava com passos rápidos
e largos, precisava ficar um pouco longe dele. Apenas um dia e Isaac estava me
deixando louca.
Sentei do lado de Rhay que
tirou os fones.
— O que aconteceu? — Ela perguntou.
— Isaac.
— Ah.
Eu havia contado para ela a
história, desde antes do acidente do Isaac.
— Já eu estou com uns probleminhas com o irmão. — Disse Rhay.
Demorei um pouco para
entender.
— O Max?
— É, eu tava quase crushando ele, e descobri que ele tem namorada. — Ela
suspirou — Ainda bem que eu descobri isso antes, imagina ficar sofrendo por boy
que já tem namorada.
— Mas o namoro dele está ruim.
— É eu sei, mas não quero me intrometer enquanto os dois estiverem
juntos.
— Tá certa, tá errada não.
Ela riu.
— É hoje a reunião das bandas né? — Perguntei.
— Sim. 18:00.
— Eu queria dormir essa hora mas vou ter que ir. — Falei desanimada.
Nós ficamos uns segundos em
silêncio, até que Rhay quebrou o clima.
— Quem é sua colega de quarto? — Ela me perguntou.
— A Gabi e a Juh.
— Ata.
— E a sua? — Perguntei.
— A Mily.
— Sei, ela é legal.
— É sim. — Disse Rhay.
— Eu estava no mesmo quarto que a Jess, então pedi pra trocar de
quarto. Não ia aguentar aquela menina pelo resto do ensino médio não. — Falei
rindo.
Rhay também riu.
— Ela é tão ruim assim? — Perguntou.
— É que, ela é meio nojentinha, patricinha e ainda por cima dá em cima
dos caras mesmo tendo namorado.
— Por que o Max namora uma pessoa como ela? Ele me parece tão
diferente para querer uma garota assim.
— Hum, é que alguns anos atrás ela era legal. Era humilde e realmente
dava pra ver na cara que ela gostava muito do Max. — Falei — Mas depois de um
tempo ela começou a se envolver com algumas meninas metidas e foi pra esse
lado.
— Caramba. Eles parecem um casal tão bonito. — Disse Rhay.
— Mais bonito só você e ele.
Ela ficou olhando para algo
em sua frente e depois virou o rosto para mim, ficando vermelha.
— Não! — Rhay protestou.
Comecei a rir.
— Mas sério, você combinaria direitinho com ele. — Falei.
— Eu não sou sem expressão!
Tive que gargalhar. Essa
piada interna do Max ser um sem expressão nunca perdia a graça. Ás vezes, eu e
Gabi ficamos rindo quando olhamos pro Max por muito tempo, pois a cara que ele
sempre faz é de desinteressado. É ainda mais engraçado quando alguém chato
conversa com ele, pois a expressão piora e ele revira os olhos.
— Mas eu acho que seria bom pro Max, ter alguém que o animasse sabe?
Alguém pra fazer ele sair daquela bolha de desinteresse. — Falei.
— E essa pessoa você se refere a mim? — Ela perguntou.
— Não sei, pode ser. — Falei a provocando enquanto passava os braços
atrás da minha cabeça dando um ar de desinformada.
Ela cerrou os olhos e eu
comecei a rir.
— Vem vamos conversar com ele.
— Pera, tipo, agora? Assim do nada? — Rhay perguntou um pouco nervosa.
— Sim. Vem.
— A puxei e começamos a andar.
— Mas por
que?
— Percebi
que vocês trocaram olhares a aula toda, e outra coisa, quero ver como vai ser a
reação dele quando estiver conversando com você. — Falei, já entrando no
refeitório e o localizando, ele estava escorado em uma coluna.
— Tá, mas porque
você não conversa com o Isaac normalmente também? — Rhay perguntou.
— Okay,
tudo bem. Eu vou te deixar conversando com ele e vou sair tá?
— Uhum. —
Nesse momento nós já havíamos chegado perto do Max. — Pera, o que?
Max chegou até tirar um fone.
— Ei Max. —
comecei.
— Oi. — Ele
me respondeu sério (como sempre).
— Eu
imaginava que você ia ganhar uma das vagas da audição, mas não sabia ia ser
logo rapper.
Ele sorriu minimamente.
— É eu
comecei a praticar o rap a algum tempo.
— Parabéns.
— Falei.
— Obrigado.
Houve alguns segundos de silêncio.
— Você
também passou? — Max perguntou para Rhay, que evitava contato visual com o
garoto.
— Sim.
— Em qual
categoria?
— Rapper. —
Ela respondeu sorrindo de lado.
— Sério? Eu
nunca conheci uma garota que cantasse rap.
Max agora havia tirado os dois fones e
sorria de lado. Isso significava que ele estava interessado na conversa. Falei
um ‘’Já volto’’ e fui conversar com Isaac.
— O que
você fez? — Disse ele pausadamente sorrindo para mim.
— Hã? —
Perguntei rindo.
— Você fez
o Max voltar a ter expressão do nada.
— Ah não,
isso quem fez foi a Rhay.
Ele sorriu pra mim.
— Mari,
aquela hora que eu te perguntei sobre ter te conhecido antes ...
— Isaac, eu
não quero falar sobre isso. — Falei o interrompendo, não gostava de tocar nesse
assunto quando não queria, pois me magoava.
— Mas...
— Isaac.
Ficamos nos encarando por vários segundos,
tentando o convencer que eu não queria falar sobre o passado.
Ele desviou o olhar e deu um longo suspiro.
Isaac se escorou na parede e ficou olhando lá fora através da janela.
Isso me fazia perceber que ele ainda tinha
o velho Isaac dentro dele, quando nós erámos criança, ele gostava de ficar
olhando pra fora, fazendo a mesma posição.
Mas ele só fazia isso quando estava
aborrecido, como agora.
O sinal do intervalo tocou e fomos para
nossos quartos. Fui para o banheiro e coloquei uma roupa confortável, em seguida
desabei na cama.
Olhei para o visor do celular que marcava
10:37 AM e o coloquei no criado-mudo. Abri a segunda gaveta e peguei uma foto
que eu não olhava fazia tempo. Na foto havia o Max, Isaac e eu todos ainda
crianças. Uns meses antes do acidente.
Na foto, Isaac abraçava a Max e eu. Max
sorria de felicidade — uma coisa que é difícil de se ver ultimamente— e
segurava uma bola de futebol. Isaac estava com seu sorriso típico e eu sorria
também, mais pela surpresa.
Sorri lembrando desse dia. Nós três
havíamos achado um lugar deserto para brincar.
Acabei me perguntando do porquê de ter me
afastado. Mesmo Isaac não se lembrando de mim, talvez ele havia precisado de
mim, e eu não estava lá por medo do que poderia acontecer. E Max, ele era tão
alegre, mas depois parecia que carregava o fardo do acidente, sempre aparentava
cansado.
Talvez eu deveria deixar meu orgulho de
lado e esquecer o passado, e mudar minhas atitudes com Isaac. Ontem Rhay me
disse que rancor e magoas do passado não são boas coisas para se guardar, pois
nos deixa tristes e amargurados. Agora eu entendo o que ela quis dizer.
Gabi e Juh adentraram ao quarto, felizes.
— O que
está vendo? — Perguntou Gabi, sentando ao meu lado.
Mostrei a foto para ela, que ergueu as sobrancelhas.
— O Max
sabe sorrir! — Ela caiu na gargalhada.
— Mentira,
deixa eu ver. — Pediu Juh se aproximando.
Mostrei a foto para ela também.
— Gente,
não tô crendo.
Nós rimos e começamos a conversar sobre
outros assuntos aleatórios. Depois de algumas horas, eu e Gabi fomos para a
biblioteca para fazer o trabalho.
A pesquisa foi bem rápida, Kahal anotou
tudo fazendo um rascunho, uma parte para a explicação e outra para a parte
manuscrita que Gabi faria.
Depois que acabou, todos foram deixando a
sala, menos eu e Isaac. Percebi que ele me olhou pelo canto do olho e começou a
sair.
— Isaac
espera! — Falei.
Ele se virou para mim.
— Eu meio
que queria me desculpar pelo modo que eu te tratei mais cedo. — Ele deu um
sorriso de lado — Então, desculpa.
— Tudo bem,
me desculpe também, não sabia que você não gostava de falar sobre o passado.
— Ah, sobre
isso. — Peguei a foto de antes e o entreguei — Sem problemas.
Sorri pra ele e saí apressadamente. Ouvi ele
chamando meu nome algumas vezes e saí correndo para o meu quarto, ainda
sorrindo.
Mais tarde era a reunião, eu e as meninas
fomos juntas para a sala de música, onde era o local da reunião. Alguns minutos
depois, Thay também chegou.
Eles começaram a explicar algumas coisas
para nós, como os dias do ensaio, as apresentações e um clipe que iriamos
fazer. Pediram para que nós anotássemos músicas para cantar nos ensaios e
liberaram para compor uma música original.
Em seguida eles fizeram uma chamada, tanto
da banda feminina quanto masculina. Depois eles saíram e nos deixaram livres
para conversar e tocar algum instrumento até ás 20:00.
Houve um murmúrio de desaprovação da banda
dos meninos e logo um deles se levantou, frustrado.
— Eu não
quero ficar na banda com esse cara não! — Apontou para Max.
Já Max, estava com as sobrancelhas
franzidas, não entendo nada.
— Por que?
Eu te fiz alguma coisa? — Ele se levantou e foi se aproximando de Kainandro, ou
Kai como gostava de ser chamado.
— Precisa
fazer pra eu não te querer aqui?
— Bom, eu
acho que precisa.
Os dois estavam muito próximos, e eu senti
que se alguém não os parassem iam começar uma briga feia.
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