quinta-feira, 18 de agosto de 2016

3° Capítulo - O Resultado

Mari POV'S

   Por algum motivo, que sinceramente não sei qual, estávamos todas ali no meu quarto. Brincando e assistindo supernatural, ás 6 da manhã.
   Mas vocês acordaram cedo para assistir série? Não, nós nem dormimos.
   Efeito do café que tomamos motivo pelo não sei qual novamente ontem de madrugada.
   Mas algumas de nós estávamos cansadas, pensamos em faltar, mas tinha o resultado da banda que queríamos saber.
   Rapidamente cada uma foi se arrumando, e quando faltava uns dez minutos para a aula, saímos do quarto.
    Quando chegamos fomos diretamente para sala. Senti olhares sobre mim, e sabia quem era. Era Isaac.
   O que mais me deixava com raiva, era que ele nem lembrava direito de mim. Para ser mais direta, ele não lembrava de quem eu foi.
   Nós erámos melhores amigos, e vivíamos grudados, mas isso quando a gente ainda era uma criança.
    Mas um dia aconteceu um acidente de carro, e Isaac foi gravemente ferido. E quando voltou do hospital, ele não se lembrava mais de mim.
    Para mim ele era mais que um amigo, eu gostava dele, sentimentalmente. Até hoje tenho esse sentimento, mas consigo esconder.
   Porém, por uma boa conspiração da vida, estamos no mesmo grupo de amigos novamente.
   E ele está aqui, na minha frente ...
   Me pedindo um lápis emprestado.
Toma. Peguei um que nem sabia que tinha na bolsinha.
Valeu. Disse ele sorrindo e voltando para sua mesa.
    Me virei para Juh, que sentava atrás de mim. Ela estava conversando com alguém no celular e fazendo uma careta. Em seguida ela olhou para o outro lado e mostrou o dedo do meio para alguém. Segui o olhar e vi Mark contendo uma gargalhada, também com o celular na mão.
O que ele fez? Perguntei.
Mandou uma lista das músicas que ele acha que vai tocar no recreio. Disse ela negando com a cabeça Como se eu fosse perder. Ele vai ver só.
    Dei uma olhada nas músicas e comecei a rir. Havia Malandramente como primeiro, Bumbum granada, Os Muleque é Liso e Bonde da Limonada.
Juh por favor, ganha esse negócio. Comecei a rir novamente.
Eu vou ganhar. Disse ela confiante.
   O professor de história entrou na sala e passou um trabalho em grupo ... que ele iria escolher.
   Os grupos ficaram divididos em:
Grupo 1: Scott, Jess, Mily, Celina e Miles.
Grupo 2: Manson, Kai, Max, Alice e Rhay.
Grupo 3: Gabi, Mari, Kahal, Isaac e Thomas.
Grupo 4: Mark, Bryan, Bruna, Juh e Ana.
    Fiquei feliz por ter conseguido ficar no mesmo grupo que Gabi e Thomas, pois tinha intimidade com eles e os dois são inteligentes. Tentei conter um pouco meu nervosismo perto de Isaac.
Você pode ir na biblioteca da escola hoje pra fazer o trabalho, Kahal? Perguntou Thomas.
   Nós havíamos decidido começar o trabalho na biblioteca.
   Kahal parecia estar bastante distraído, e só com a pergunta ele voltou a realidade.
Posso, que horas vai ser? Ele perguntou.
    Me arrepiei um pouco, eu achava Kahal bonito pois ele era diferente. Tem os cabelos coloridos nas cores verde água e roxo nas pontas, olhos azuis e algumas sardinhas no rosto. Mas eu nunca havia ouvido a voz dele atualmente, só quando criança.
   Acho que Gabi sentiu o mesmo, pois estava com uma expressão tipo ''caralho''.
   Nós combinamos de começar o trabalho as 14:30.
    
   Mais duas aulas passaram em sequência, mas na terceira, o professor havia faltado é nos mandaram ir para o pátio fazer algumas atividades.
   Me sentei na mesma mesa que Mark, Isaac e Rhay.
   Logo, uma coordenadora muito chata que havia entrado recentemente começou a nos vigiar.
— Ê doido, a mulher quer ver o que você tá fazendo até no banheiro. — comentou Isaac, rindo.
    Nós olhamos para o banheiro feminino e a vimos falando com uma aluna.
— Ela vai chegar assim, em cima da porta e vai dizer ‘’Tá cagando direito?’’. — disse Mark.
— ‘’É melhor dar a descarga certo ein’’. — disse Isaac.
— ‘’Tem que limpar a bunda direitinho também ein’’. — disse Mark enquanto ríamos.
— ‘’Tem que limpar de baixo pra cima’’.
     Ficamos rindo e conversando sobre outras coisas, pois o professor não tinha explicado a matéria.
— Aí, meu nariz está queimando por dentro. — disse Rhay, que ultimamente havia pegado uma gripe meio leve.
— Eu falei pra tu não cheirar giz, mas você não me ouviu. — disse Isaac num tom brincalhão.
— É pow, ela cheirou a caixa inteira. — disse Mark.
— Ela chegou até cheirar Tang.
— É, chegou assim ‘’ô Mãe, vou fazer um suco aqui’’ e cheirou os negócio tudo.
— Quando a mãe dela chegou e perguntou cadê os Tang, ela disse que fez suco mais cheirou tudo.
      Continuamos rindo da zueira dos dois. Em seguida, duas garotas que andavam com Jess vieram na nossa mesa e começaram a conversar com Mark e Isaac. Uma delas, passavam nervosamente a mão sobre o cabelo de Isaac e falavam que ele era bonito e tals.
— Saí doido, vocês é injuada de mais ein. — reclamou Isaac.
— Ô Mark, tu não fica com ciúme dessas meninas com o Isaac não? — Rhay perguntou.
— Não pow, eu é que pego. Não tem? Eu que pego. — disse ele abrindo os braços — Essas daí não pegam ninguém.
    Nós rimos e finalmente o intervalo chegou. A maioria das pessoas que fizeram a audição, foram correndo ao pátio para ver os resultados no mural.
   Eu estava bastante curiosa, mas tinha muita gente. Resolvi descer e esperar a multidão se afastar.
   Percebi que algumas meninas se lamentavam por não ter conseguido passar, principalmente a Jess, que estava literalmente furiosa. Mó azar de quem não consegue perder uma vez na vida.
Conseguiu ver? Perguntou Isaac.
Não. Vou esperar mais um pouco.
    Do nada Juh surgiu com um sorriso enorme no rosto.
PASSEI! SEM FUNK NO RECREIO! Disse ela gritando, e como pelo visto, alterada.
Parabéns! Falei abraçando.
Parabéns também! Falou Juh, ainda rindo.
Que?
Ué, você não foi ver?
Não, estava lotado.
Ata, você também passou. Disse ela.
...
Pera, que? Perguntei.
    Eu fiz o teste sim, mas não imaginava que eu conseguiria ganhar uma das cinco vagas entre as 90 meninas que também fizeram a audição.
    Sem demora, fui olhar o mural para conferir. Eu apenas não estava conseguindo acreditar. Juh e Isaac me acompanharam.
    Cheguei empurrando todo mundo, ignorando as reclamações.
    
 Ganhadores das audições 2016.
Banda Feminina:
Vocal: Gabrielle Butterfield
Vocal: Juliana Nanahara
Vocal e visual: Marina Hawkins
Rapper: Rhayne Villena
Vocal principal: Tainá Conley (Líder)

Banda Masculina:
Rapper principal: Mark Nakamura
Rapper: Max Dumbrell
Rapper: Kahal Rabello
Vocal principal: Thomas Singer (Líder)
Vocal e visual: Miles Scherer
Vocal: Isaac Dumbrell
Vocal: Kainandro Giornandelli

Ô Juh, o Mark também passou. Falei.
Como é que é?
    Ela também empurrou algumas pessoas.
Como vai ficar a aposta?
Bom, nós dois ganhamos. Acho que nem vai ter.
Caramba, eu passei. Disse Max por perto.
    Nós rimos.
Tá todo mundo besta com isso. Comentou Gabi.
Não dá pra acreditar. Disse Isaac.
Eu vou comemorar colocando Tá Tranquilo Tá Favorável! Gritou Mark.
Não! Gritou uma multidão de gente.
Calma gente, tava brincando.
Rimos.
    Com uma certa implicância, Juh e Mark voltaram a rádio, em seguida começou a tocar Bored To Death de blink-182.
  
Virei para falar algo com Isaac mas algo me chamou a atenção, Max estava olhando para alguém lá fora. Segui o olhar e vi Jess que passava os braços nos ombros do capitão do time de futebol da escola, Manson. A maioria já desconfiava que os dois estavam flertando mesmo Jess estando em um relacionamento com Max.
    Ele deu um longo suspiro e saiu.
— Não é da minha conta, mas acho que seu irmão deveria terminar com a Jess. — Falei me dirigindo a Isaac.
   Isaac concordou assentindo.
— Também acho isso, não quero que ele fique sofrendo por alguém que não o corresponde. — Ele disse sério.
— Já faz muito tempo que isso está assim?
— Sim, uns seis ou sete meses.
— Nossa. Porque ele não terminou já? — Perguntei.
— Acho que ele estava dando chances a ela, mas provavelmente já se esgotou.
    Max agora estava conversando com Thomas, e os dois mostravam expressões sérias.
— Mari, as vezes eu tenho a impressão que já te conheci antes. — Disse Isaac eu meu lado se aproximando.
    Gelei. Ele agora me olhava sério e nos olhos. Por um momento parecia que o velho Isaac me encarava, trazendo meus sentimentos à tona.
— Hã, impressão sua. — Falei quase gaguejando.
— Certeza?
— Sim sim, muita certeza.
    Ele deu um riso fraco.
— Eu vou ali na Rhay. — Falei e saí apressadamente.
    Eu andava com passos rápidos e largos, precisava ficar um pouco longe dele. Apenas um dia e Isaac estava me deixando louca.
    Sentei do lado de Rhay que tirou os fones.
— O que aconteceu? — Ela perguntou.
— Isaac.
— Ah.
    Eu havia contado para ela a história, desde antes do acidente do Isaac.
— Já eu estou com uns probleminhas com o irmão. — Disse Rhay.
    Demorei um pouco para entender.
— O Max?
— É, eu tava quase crushando ele, e descobri que ele tem namorada. — Ela suspirou — Ainda bem que eu descobri isso antes, imagina ficar sofrendo por boy que já tem namorada.
— Mas o namoro dele está ruim.
— É eu sei, mas não quero me intrometer enquanto os dois estiverem juntos.
— Tá certa, tá errada não.
    Ela riu.
— É hoje a reunião das bandas né? — Perguntei.
— Sim. 18:00.
— Eu queria dormir essa hora mas vou ter que ir. — Falei desanimada.
    Nós ficamos uns segundos em silêncio, até que Rhay quebrou o clima.
— Quem é sua colega de quarto? — Ela me perguntou.
— A Gabi e a Juh.
— Ata.
— E a sua? — Perguntei.
— A Mily.
— Sei, ela é legal.
— É sim. — Disse Rhay.
— Eu estava no mesmo quarto que a Jess, então pedi pra trocar de quarto. Não ia aguentar aquela menina pelo resto do ensino médio não. — Falei rindo.
    Rhay também riu.
— Ela é tão ruim assim? — Perguntou.
— É que, ela é meio nojentinha, patricinha e ainda por cima dá em cima dos caras mesmo tendo namorado.
— Por que o Max namora uma pessoa como ela? Ele me parece tão diferente para querer uma garota assim.
— Hum, é que alguns anos atrás ela era legal. Era humilde e realmente dava pra ver na cara que ela gostava muito do Max. — Falei — Mas depois de um tempo ela começou a se envolver com algumas meninas metidas e foi pra esse lado.
— Caramba. Eles parecem um casal tão bonito. — Disse Rhay.
— Mais bonito só você e ele.
    Ela ficou olhando para algo em sua frente e depois virou o rosto para mim, ficando vermelha.
— Não! — Rhay protestou.
    Comecei a rir.
— Mas sério, você combinaria direitinho com ele. — Falei.
— Eu não sou sem expressão!
    Tive que gargalhar. Essa piada interna do Max ser um sem expressão nunca perdia a graça. Ás vezes, eu e Gabi ficamos rindo quando olhamos pro Max por muito tempo, pois a cara que ele sempre faz é de desinteressado. É ainda mais engraçado quando alguém chato conversa com ele, pois a expressão piora e ele revira os olhos.
— Mas eu acho que seria bom pro Max, ter alguém que o animasse sabe? Alguém pra fazer ele sair daquela bolha de desinteresse. — Falei.
— E essa pessoa você se refere a mim? — Ela perguntou.
— Não sei, pode ser. — Falei a provocando enquanto passava os braços atrás da minha cabeça dando um ar de desinformada.
    Ela cerrou os olhos e eu comecei a rir.
— Vem vamos conversar com ele.
— Pera, tipo, agora? Assim do nada? — Rhay perguntou um pouco nervosa.
— Sim. Vem. — A puxei e começamos a andar.
— Mas por que?
— Percebi que vocês trocaram olhares a aula toda, e outra coisa, quero ver como vai ser a reação dele quando estiver conversando com você. — Falei, já entrando no refeitório e o localizando, ele estava escorado em uma coluna.
— Tá, mas porque você não conversa com o Isaac normalmente também? — Rhay perguntou.
— Okay, tudo bem. Eu vou te deixar conversando com ele e vou sair tá?
— Uhum. — Nesse momento nós já havíamos chegado perto do Max. — Pera, o que?
    Max chegou até tirar um fone.
— Ei Max. — comecei.
— Oi. — Ele me respondeu sério (como sempre).
— Eu imaginava que você ia ganhar uma das vagas da audição, mas não sabia ia ser logo rapper.
    Ele sorriu minimamente.
— É eu comecei a praticar o rap a algum tempo.
— Parabéns. — Falei.
— Obrigado.
    Houve alguns segundos de silêncio.
— Você também passou? — Max perguntou para Rhay, que evitava contato visual com o garoto.
— Sim.
— Em qual categoria?
— Rapper. — Ela respondeu sorrindo de lado.
— Sério? Eu nunca conheci uma garota que cantasse rap.
    Max agora havia tirado os dois fones e sorria de lado. Isso significava que ele estava interessado na conversa. Falei um ‘’Já volto’’ e fui conversar com Isaac.
— O que você fez? — Disse ele pausadamente sorrindo para mim.
— Hã? — Perguntei rindo.
— Você fez o Max voltar a ter expressão do nada.
— Ah não, isso quem fez foi a Rhay.
    Ele sorriu pra mim.
— Mari, aquela hora que eu te perguntei sobre ter te conhecido antes ...
— Isaac, eu não quero falar sobre isso. — Falei o interrompendo, não gostava de tocar nesse assunto quando não queria, pois me magoava.
— Mas...
— Isaac.
    Ficamos nos encarando por vários segundos, tentando o convencer que eu não queria falar sobre o passado.
    Ele desviou o olhar e deu um longo suspiro. Isaac se escorou na parede e ficou olhando lá fora através da janela.
    Isso me fazia perceber que ele ainda tinha o velho Isaac dentro dele, quando nós erámos criança, ele gostava de ficar olhando pra fora, fazendo a mesma posição.
    Mas ele só fazia isso quando estava aborrecido, como agora.
    O sinal do intervalo tocou e fomos para nossos quartos. Fui para o banheiro e coloquei uma roupa confortável, em seguida desabei na cama.
    Olhei para o visor do celular que marcava 10:37 AM e o coloquei no criado-mudo. Abri a segunda gaveta e peguei uma foto que eu não olhava fazia tempo. Na foto havia o Max, Isaac e eu todos ainda crianças. Uns meses antes do acidente.
    Na foto, Isaac abraçava a Max e eu. Max sorria de felicidade — uma coisa que é difícil de se ver ultimamente­— e segurava uma bola de futebol. Isaac estava com seu sorriso típico e eu sorria também, mais pela surpresa.
     Sorri lembrando desse dia. Nós três havíamos achado um lugar deserto para brincar.
     Acabei me perguntando do porquê de ter me afastado. Mesmo Isaac não se lembrando de mim, talvez ele havia precisado de mim, e eu não estava lá por medo do que poderia acontecer. E Max, ele era tão alegre, mas depois parecia que carregava o fardo do acidente, sempre aparentava cansado.
     Talvez eu deveria deixar meu orgulho de lado e esquecer o passado, e mudar minhas atitudes com Isaac. Ontem Rhay me disse que rancor e magoas do passado não são boas coisas para se guardar, pois nos deixa tristes e amargurados. Agora eu entendo o que ela quis dizer.
    Gabi e Juh adentraram ao quarto, felizes.
— O que está vendo? — Perguntou Gabi, sentando ao meu lado.
   Mostrei a foto para ela, que ergueu as sobrancelhas.
— O Max sabe sorrir! — Ela caiu na gargalhada.
— Mentira, deixa eu ver. — Pediu Juh se aproximando.
    Mostrei a foto para ela também.
— Gente, não tô crendo.
   Nós rimos e começamos a conversar sobre outros assuntos aleatórios. Depois de algumas horas, eu e Gabi fomos para a biblioteca para fazer o trabalho.
    A pesquisa foi bem rápida, Kahal anotou tudo fazendo um rascunho, uma parte para a explicação e outra para a parte manuscrita que Gabi faria.
    Depois que acabou, todos foram deixando a sala, menos eu e Isaac. Percebi que ele me olhou pelo canto do olho e começou a sair.
— Isaac espera! — Falei.
    Ele se virou para mim.
— Eu meio que queria me desculpar pelo modo que eu te tratei mais cedo. — Ele deu um sorriso de lado — Então, desculpa.
— Tudo bem, me desculpe também, não sabia que você não gostava de falar sobre o passado.
— Ah, sobre isso. — Peguei a foto de antes e o entreguei — Sem problemas.
   Sorri pra ele e saí apressadamente. Ouvi ele chamando meu nome algumas vezes e saí correndo para o meu quarto, ainda sorrindo.
   
   Mais tarde era a reunião, eu e as meninas fomos juntas para a sala de música, onde era o local da reunião. Alguns minutos depois, Thay também chegou.
   Eles começaram a explicar algumas coisas para nós, como os dias do ensaio, as apresentações e um clipe que iriamos fazer. Pediram para que nós anotássemos músicas para cantar nos ensaios e liberaram para compor uma música original.
    Em seguida eles fizeram uma chamada, tanto da banda feminina quanto masculina. Depois eles saíram e nos deixaram livres para conversar e tocar algum instrumento até ás 20:00.
    Houve um murmúrio de desaprovação da banda dos meninos e logo um deles se levantou, frustrado.
— Eu não quero ficar na banda com esse cara não! — Apontou para Max.
   Já Max, estava com as sobrancelhas franzidas, não entendo nada.
— Por que? Eu te fiz alguma coisa? — Ele se levantou e foi se aproximando de Kainandro, ou Kai como gostava de ser chamado.
— Precisa fazer pra eu não te querer aqui?
— Bom, eu acho que precisa.
    Os dois estavam muito próximos, e eu senti que se alguém não os parassem iam começar uma briga feia.


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