Max POV’S
Eu
literalmente, sentia que tudo o que eu fazia, virava um bolo de neve cheio de
problemas que eu não sabia como havia começado.
Eu complico o
que é descomplicado.
Depois que eu
desabafei e Isaac saiu do meu quarto, desabei em lágrimas. Eu não chorava
fácil, mas fazia tempo e eu precisei botar tudo pra fora.
Chorei por
tudo e até pelo nada. Chorei pelo acidente, chorei pelas minhas notas, chorei
pelo meu relacionamento que pra mim estava todo cagado, e chorei por quem eu me
tornei.
Meu rosto
estava todo vermelho e encharcado de lágrimas. Minha cabeça já estava latejando
e eu percebi que eu tinha que parar.
Me encolhi na
manta e esperei até me recompor. Em seguida, me levantei e fui tomar um banho.
O que eu ia fazer agora?
Fingiria que nada aconteceu e continuaria sendo o
mesmo ou mudava de novo?
Eu precisava recomeçar,
mas não sabia o que fazer.
Com todos
esses pensamentos, só percebi que havia passado muito tempo quando ouvi batidas
na porta.
Desliguei o chuveiro.
— Ô Max, tu tá demorando. — disse Mark
com a voz abafada pela porta — Tá batendo uma?
Era só o que me faltava.
— Não! — Respondi — E já tô saindo.
Me vesti rapidamente e abri a porta, ainda enxugando meus cabelos. Mark
estava escorado e quando olhou para mim tentava conter um riso.
— Babaca. — Murmurei.
Ele deu uma risada alta e entrou no banheiro.
Resolvi me arrumar e sair pra relaxar um pouco. Karl havia me chamado
pra jogar esses dias já que ele estava de ‘’férias’’, então pensei em ir pra
lá.
Ele é um universitário ocupado, ao contrário de mim, suas notas estão
sempre altas. Conheci ele desde quando entrei no fundamental, eu estava no
quinto ano e ele no oitavo. Ele me ajudou a ficar bom no vôlei, esporte que eu
abandonei a uns dois anos.
Coloquei os fones e deixei fluir. Quando eu já estava saindo, Rhay
estava indo para a ala feminina. Nossos olhares se encontraram por alguns
segundos, e depois que ela passou não conseguir conter um sorriso de lado.
Era estranho o jeito como eu me sentia em relação a ela. Não tínhamos
nem uma amizade direito e eu me sentia diferente. Todo lugar que eu vou, ela
também está. É como se estivesse um imã grudado em nós. Nem com Jess eu me
sentia assim.
Ultimamente eu queria me aproximar mais da Rhay, só que não queria
acabar envolvendo ela nos meus problemas. Então eu ficava na mesma, apenas na
vontade.
Afastei esses pensamentos da minha cabeça e saí.
Felizmente, o dia estava nublado. Sim eu sou uma pessoa muito
melancólica pra gostar de dias nublados, mas é que eu não gostava de fritar no
sol quando saísse.
Mandei uma mensagem para Karl, avisando que eu ia em sua casa. E ele me
respondeu rapidamente dizendo ‘’finalmente saiu da toca’’ e ‘’pode vir’’.
Em alguns minutos, cheguei em seu apartamento. Ele estava na portaria me
esperando.
— Ei Max. — ele veio até mim me
cumprimentar com um sorriso no rosto.
— Eai Karl.
Nos cumprimentamos e ele foi me guiando para o seu apartamento, me
enchendo de perguntas como: ‘’E a escola?
’’ ‘’Tá gostando da banda? ’’ ‘’Como tá a família? ’’ E a clássica ‘’E as namoradinhas? ’’.
— Queria que você parasse com essas
perguntas de tiozão. — falei.
Ele deu uma risada alta enquanto abria a porta.
— Fica à vontade. — disse ele ainda
rindo me pedindo para entrar.
Arrumada como sempre. Ainda bem, mesmo que seja uma característica
chata, eu odiava ver um lugar desorganizado que eu começava a colocar tudo no
lugar. Chegava até limpar a casa em algumas vezes.
Em seguida ele me levou até a sala e ligou o videogame.
— Quer jogar o que? — Karl me entregou
um controle.
— Qualquer coisa. — falei.
Ele colocou Call Of Duty e em seguida se sentou no sofá.
— Tá sentindo dificuldade com as
matérias da escola? — ele me perguntou sem tirar os olhos da TV.
— Sim, muita.
— Sério?
Assenti.
— Se quiser ajuda pode pedir, tô aqui
pra isso mesmo.
— Obrigado, mas é que eu fico esperando
chegar uma força interior pra abrir os livros e começar a estudar.
Ele riu.
— Max, é a mesma coisa de esperar suas
notas melhorarem e não fizer nada.
Pensei um pouco enquanto apertava nervosamente os botões do controle.
— Tem razão.
É uma das coisas que eu podia
começar a mudar.
— E como vai o namoro? — ele me
perguntou.
E bem nessa hora, Karl me acerta com um headshot. Senti meu peito
apertar. Acho que ele percebeu que eu fiquei meio desconfortável pois pausou
seu jogo.
— Desculpa. — Disse ele.
— Tudo bem.
— Quer falar sobre isso?
— Você quer ouvir? — Perguntei franzindo
as sobrancelhas.
Ele deu de ombros. Outra boa característica do Karl era que ele é bom
ouvinte, você pode estar contando o problema mais chato que for que ele vai te
ouvir até o final. Queria ter a paciência que ele tem.
Pensei em colocar isso na listinha ‘’coisas para mudar’’, mas paciência
era algo que eu tinha nascido sem.
— A Jess meio que começou a se
desinteressar por mim faz um tempo. — Falei.
— Vesh.
— O problema é que eu não me importo. Já
deixei de me importar desde o dia que eu a vi ficando com o capitão do time de
futebol do colégio.
— O Manson?
Assenti.
— Bom, é claro que me magoei com isso no
começo. Mas depois eu deixei levar.
—Max, se ela te fez sofrer, por que não
terminou o namoro? — ele me perguntou curioso. — Você ainda gosta dela?
— Não, não gosto. É que eu fico pensando
no que falar enquanto eu deveria chegar e dizer ‘’acabou’’ e literalmente acabar com tudo isso. — Falei apressadamente.
Ele me olhou por alguns segundos.
— E o que tá esperando? — Karl me
perguntou.
— Não sei, sinceramente não sei. Nós
passamos muito tempo juntos, e eu tô tentando acabar com minhas esperanças da
gente se resolver e ficar numa boa logo. — dei uma pausa — Eu ainda me iludo
porque ela foi a primeira garota que me correspondeu.
Suspirei.
— Entendi. — ele disse por fim — Você
literalmente precisa de mais tempo, não tem problema se demorar pra tomar
iniciativa.
— Então tá.
— Faça o que seu coração manda.
Tive que rir.
— Meu coração só me causa problema.
Ele também riu.
— Acho que você deveria conhecer pessoas
novas. — Disse Karl dando play no jogo.
— Olha pra minha cara de social.
—Tsc, não sério. Talvez isso te ajude.
É, eu precisava mudar isso também.
— Tá, e da onde eu começo?
— Demonstrando expressão.
Ele tava me zuando. Pausei o jogo e o encarei, em seguida ele começou a
rir freneticamente.
— Sério cara, é muito ruim quando eu
faço uma piada e a pessoa não ri. — Disse Karl.
— Mas e quando a piada é besta ou sem
graça?
— Essas são as melhores.
— Não ia me fazer parecer um idiota? —
Perguntei.
— É claro que não. Quando você ri de
qualquer coisa, os problemas parecem não ser tão difícil sabe? É como você no
relacionamento, você não se importa.
Tentei entender aonde ele queria chegar, mas não consegui.
— Não entendi.
— Você tem que começar a ignorar os
problemas alheios. Nem tudo é tão importante pra fazer sua consciência pesar.
— Ignorar?
— Sim, ignorar. Ignora o mundo, ignora a
bagunça, os funks da rua, a Jess, mas sei lá. Ignora o que te faz mal.
Consegui dar um sorriso, meu rosto chegou até doer de tanto tempo que eu
não sorria.
— Obrigado, Karl. Você me ajudou muito.
— Falei.
Ele também sorriu.
— O que acha de a gente ir jogar uma
partida de vôlei na quadra aqui perto? — Sugeriu ele.
Quase recusei, mas aquilo de precisar mudar estava martelando na minha
cabeça.
— Bora.
Karl rapidamente desligou o videogame e foi até um dos quartos. Em
seguida ele trouxe uma bola de vôlei e dois uniformes esportivos.
— Fica de boas, lavei ontem.
Ele jogou o vermelho na minha cara e saiu correndo para o quarto. Tirei
minha camiseta e vesti o uniforme.
Fiquei constrangido, algumas partes eram muito abertas e mostravam muito
meu corpo. Não que eu tivesse vergonha de mim, mas eu não estava acostumado a
usar roupas assim.
—Hmm
que gostoso. — disse Karl chegando na sala.
Em um movimento rápido, peguei uma almofada e joguei acertando-o na
cara. Ele começou a rir de mim.
Nós descemos as escadas rindo e ele foi me guiando até a quadra, que
realmente não era muito longe.
A rede já estava armada, então nem precisou que fizéssemos algum
esforço.
Karl foi para o outro lado, no campo adversário. E logo deu um saque,
que sem muito esforço consegui rebater.
Foi estranho, porque eu havia parado a tanto tempo e ainda conseguia
jogar. Se eu soubesse que conseguia jogar assim antes, tinha entrado pro time
de vôlei em vez de tentar ser bom no futebol.
Ficamos jogando por bastante tempo, até escurecer. Paramos e sentamos no
chão para descansar.
Em seguida ficamos conversando aleatoriamente, e jogando baixo a bola de
vôlei um para o outro.
Em um dos movimentos, a bola deslizou da minha mão e foi rodando para
trás de mim.
— Vai lá pegar, você que deixou cair.
—Disse Karl.
— Affs.
Me levantei com dificuldade e fui até a bola que ainda estava em
movimento. Corri um pouco para alcança-la, mas a bola parou nos pés de alguém.
Levantei meu olhar e vi alguém que eu não imaginava encontrar ali.
—Ah, Rhay?
— Ei. — disse ela com um sorriso mínimo.
Ela segurava alguns cadernos nas mãos, mas ainda assim pegou a bola no
chão e foi até mim.
— É sua?
— Sim, obrigado.
Vi que por centésimos, seu olhar percorreu ao meu corpo e em seguida ela
desviou o olhar, corando.
Acabei corando também, e involuntariamente mordi o lábio inferior.
—Hey! — Karl chegou por trás me dando um
susto.
—Er ... a Thay mora por aqui? —
Perguntou Rhay apontando para o cômodo com escadas para cima.
— Sim, no terceiro andar nº 18. — Falou
Karl amigavelmente.
— Ata, obrigada.
E então ela foi subindo rapidamente as escadas.
— Você gosta dela?
— Hã?! — me virei para ele, não sabendo
o porquê da pergunta me fazer corar violentamente.
Ele riu.
— Calma cara, não precisa ficar com
vergonha.
— Eu não estou com vergonha. — Falei
sentindo meu rosto esquentar.
— Então porque seu rosto tá vermelho? — Ele
me perguntou rindo.
— Porque a gente tava praticando esporte.
— Dei uma desculpa qualquer.
— Mas faz tempo.
Desisti e gritei em desaprovação, Karl apenas começou a gargalhar.
— Você me tira do sério!
— Aí desculpa, mas pô, o jeito que você
tava olhando pra ela me fez pensar que tu gosta dela.
— Não, eu só ... ér. Ah, não sei. —
Falei nervoso.
— Tô vendo que isso ainda vai dar em
romance.
Dei um suspiro, pronto, agora ele não ia parar de me zuar.
— Ela me parece ser uma boa opção pra
você. — Disse Karl.
— O que você quer dizer com isso?
— Que ela é uma boa opção pra você.
— Em que sentido?
— Ai minha nossa, como você é lerdo
cara. — Falou ele —Ó, vamos fazer o seguinte. Eu vou correndo lá em cima pegar
a sua blusa, e você vai voltar pro colégio com ela.
— Por que? —Perguntei.
— Porque tá tarde pra uma garota andar
sozinha. É perigoso.
— Mas porque eu tenho que acompanhar
ela?
— Você não quer? — Perguntou ele.
Corei de novo. Porque eu me sentia assim em relação a ela?
— Querer eu quero, mas ...
— É isso aí. — ele me interrompeu.
— Você tá armando pra cima de mim né? —
Perguntei.
— Sempre.
— Isso vai dar bosta.
— Cala a boca. Agora, não saí daí até eu
voltar, ou ela chegar aqui.
— Karl ...
— Fica, quieto.
Ele saiu correndo, subindo os degraus rapidamente.
A cada segundo que passava, eu ficava mais nervoso. Era só o que me
faltava agora, quando Karl botava uma ideia na cabeça, não adiantava dizer que
não.
Depois de alguns minutos, ele veio até mim, ainda correndo.
— Tira esse uniforme. — Demorei um pouco
pra entender — Tira logo esse troço.
Tirei o mais rápido que pude, e ele jogou uma toalha pra mim secar o
suor.
— Levanta os braços.
— Que?
— Levanto os braços, desgraça.
Comecei a rir dele. Mas fiz o que ele pediu.
— Olha, ele depila o suvaco. Que menino
higiênico.
— Me sinto exposto.
Ele espirrou praticamente o desodorante na minha cara em vez das axilas,
mas depois espirrou nelas.
— Isso, agora tá cheiroso. Agora põe sua
blusa.
Karl me entregou a blusa e eu a vesti. Enquanto isso, Rhay e Thay
desciam as escadas.
— Karl, pra que tudo isso? — Perguntei.
— Cala a boquinha. Um dia tu vai me
agradecer. — ele me virou em direção a Rhay e me empurrou. — Agora vai.
Ela estava apenas a alguns metros na minha frente, e eu vacilei por um
segundo, não sabendo o que fazer. Mas talvez Karl estava certo, e eu só tinha
que tentar.
— Ah, Rhay, espera. — falei a chamando.
A garota parou enquanto eu a alcançava.
— Tá um pouco tarde pra você voltar
sozinha. — Falei.
Só agora que havia percebido que 18:20 já era praticamente de noite.
Mesmo só com a luz do poste, percebi que ela corou. Que fofa.
— Ah, okay. — ela colocou uma mecha do
seu cabelo atrás da orelha.
Ficamos alguns segundos em silêncio, eu tentava pensar em qualquer
assunto adequado em que eu não ficaria com vergonha. Que estranho, nem quando
eu gostava da Jess me sentia assim.
—Ér, você morava aqui? — a perguntei.
— Não, eu morava em outra cidade. Na
divisa do estado — Disse Rhay docemente.
—Ata.
Olhei para ela por um tempo curto. Que altura ela tinha? Parecia quase
20 cm mais baixa que eu. Será que eu devia perguntar? Algumas baixinhas não
gostam que falem da altura. Acho que eu perguntaria quando tivesse mais
intimidade com ela.
— Você continua praticando o rap?
—Perguntei.
— Não muito, esses dias tô me
desconcentrando fácil.
—Entendo, eu também.
— Quando eu estava rodando o bairro
procurando a casa da Thay, eu vi você jogando vôlei. — Começou Rhay.
Ai meu pai, ela me viu jogando. Senhor, que morte.
— Você joga muito bem, já entrou em
algum campeonato antes?
Como é que é? Alguém me elogiando no esporte? Eu sobrevivi até hoje pra
ouvir isso.
— Ah, só quando eu estava no
fundamental. Mas depois eu parei.
— Entendi.
— Você realmente acha que eu jogo bem? —
Perguntei.
— Sim, por que?
— É que sempre me diziam ao contrário em
outros esportes.
— Em outros esportes. — ela repetiu
sorrindo — Não duvido nada que se sairia muito bem no vôlei da escola.
Sorri de lado.
— Eu ao contrário, não sou muito boa no
vôlei. Sou muito baixa pra isso.
Acabei rindo alto, e em seguida tampei minha boca. Rhay me olhou
cerrando os olhos.
— Do que você tá rindo?
— Nada, desculpa. — Falei ainda rindo.
— Se for sobre minha altura, nem fala
nada. Se não vou morder sua canela.
Ri novamente. Mas me recompus.
— Se você quiser, eu te ensino a jogar.
Na hora que falei isso, me arrependi totalmente. Não porque foi errado,
mas é que saiu sem querer. Nessas horas a vergonha sempre falava mais alto.
— Sério? — Percebi que seus olhos
brilharam — Só não te prometo que vou me sair bem, sou um desastre em quase
tudo.
— Tudo bem, eu também era assim.
— Mas provavelmente você não era baixo.
Ri do comentário. Nós já havíamos chegado na rua da escola.
— O que você tem contra a sua altura? — Perguntei.
— É que, eu só queria ser um pouco mais
alta. Sério, você não sabe como é ruim não alcançar algumas coisas.
Percebi que a companhia dela me fazia bem, eu estava rindo mais que o
habitual. Agora eu entendia o porquê de todos ficarem me jogando pra cima dela.
Em seguida, nós entramos na escola e fomos até a ala dos dormitórios,
como ambos os quartos era no segundo andar do dormitório, subimos a escada
conversando.
Mas agora dividia, meninas para a direita, e meninos para a esquerda.
Antes de ir, Rhay se virou para mim.
— Obrigada por me acompanhar Max, já
estava escuro eu provavelmente ficaria perdida. — disse ela sorrindo.
Havia me tocado que ela era nova na cidade, é, eu realmente precisava
agradecer o Karl.
— De nada. — falei também sorrindo.
— Boa noite. — disse ela.
— Boa noite.
Depois disso, fui até o meu quarto e tomei um banho rápido, pra tirar o
suor. Quando saí, Isaac me esperava sentado na minha cama, de braços cruzados e
inquieto. Quando me viu, ele rapidamente se levantou.
— Ah, Max eu queria pedir desculpa por
mais cedo, eu realmente não sabia como você sentia e acabei te obrigando a
falar algo que provavelmente não queria—
— Calma Isaac, respira um pouco.
Ele tinha falado tão rápido que eu quase não entendi. Isaac deu um
suspiro longo e começou novamente.
— Desculpa, eu não devia ter te forçado
a falar.
— Tudo bem, acho que eu precisava
desabafar mesmo. — falei sorrindo
Isaac sorriu mostrando os dentes e me abraçou, fiquei surpreso com a
atitude, mas logo o correspondi.
— Então, você não tá com raiva de mim? —
ele me perguntou.
— É claro que não, você só queria saber
a verdade. — falei sorrindo de lado.
— Espera, que estranho.
— O que?
— Você tá sorrindo muito, o que
aconteceu?
— Ah, nada ...
Nesse momento, a porta abriu bruscamente, nos assustando.
Mark, apontou pra mim, com uma expressão muito maliciosa pra mim.
— O que foi, Mark? — Isaac perguntou
rindo.
— Eu sabia, seu safado. — Mark veio na
minha direção e apertou as minhas bochechas.
— Isso dói. — Falei massageando minhas
bochechas. — Do que você tá falando?
— Isaac — ele passou um braço ao redor
do meu irmão, que olhava calmamente para nosso amigo — Á alguns minutos atrás,
eu vi o seu querido irmão, chegando na escola com nossa nova best, Rhay.
Isaac deu um sorriso que começou a se alargar quando olhou pra mim.
— Não, gente ...
— Max, que orgulho. — Disse Isaac
colocando a mão em cima do peito.
— Você tinha que ver. Esse gostoso — ele
me deu um tapa de ‘’leve’’ na cara, murmurei um ‘’ai porra’’ mas Mark me
ignorou — Tava sorrindo tanto que parecia até apaixonado.
— Ai meu senhor. — Falei massageando as
têmporas.
— Ownnt.
Em seguida, eles começaram a criar o nome do shipp.
Pelo o que eu percebi, eu seria zuado até os fins dos tempos.
(Só um aviso pras meninas do grupo do Whats, meu celular estragou ;-;, mas toda terça, quinta e sábado vai ter fanfic. Então qualquer coisa me falem no face)
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